quarta-feira, 30 de maio de 2012

De la musique - Let's Buy Happiness

Conheci isto recentemente e fiquei apaixonado (pela música e pelo nome da banda).


Tema: Fast Fast (2011)
Intérprete: Let's Buy Happiness

quinta-feira, 24 de maio de 2012

De la musique - The Golden Palominos

Breakdown by The Golden Palominos on Grooveshark

Tema: Breakdown
Intérprete: The Golden Palominos
Álbum: This Is How It Feels (1993)

Intervalo

Caminhar pela praia entre gaivotas e bicicletas, vendo o movimento da cidade desaguar no mar em frente. Ouvem-se risos, é hora do almoço, de pizza na esplanada, ao som de uma versão assambada de Protection. Vinho branco para calar a sede, os olhos esquecem tudo o que não caiba neste minúsculo intervalo onde a vida repousa por instantes, cansada de tantas voltas para nada, mas não agora com este mar tão perto. Mais um copo, o som está óptimo e o céu é uma via aberta para nenhures. Esta é a grande vantagem dos intervalos: levarem-nos a lado nenhum. O problema começa quando olhamos para o relógio e percebemos que está na hora de voltar para a precária realidade que nos trouxe até cá.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

De la musique - Mr. Silla

Da Islândia, via KEXP, vem o melhor som que eu ouvi nos últimos tempos.


Tema: One Step (2011)
Intérprete: Mr. Silla

domingo, 22 de abril de 2012

De la musique - La Roux

Por falar em palas no cabelo...


Tema: In for the Kill
Intérprete: La Roux
Álbum: La Roux (2009)

De la musique - Bryan Ferry


Tema: Kiss and Tell
Intérprete: Bryan Ferry
Álbum: Bête Noire (1987)

Verdade ou consequência

Quando eu era miúdo, no tempo em que os Duran Duran e as palas no cabelo preenchiam o meu imaginário (na pré-história, portanto), eu e os meus amigos da escola costumávamos jogar ao verdade ou consequência, e as consequências eram, invariavelmente, os linguados da Inês. O primeiro beijo que eu dei foi assim, enrolado numa língua matreira, até perder completamente o pio. Fiquei zonzo. Nas noites seguintes, tive pesadelos eróticos. Sonhava com a língua da Inês a perseguir-me por ruas estreitas e sensuais, para me devorar. Por vezes, o desconhecido é assustadoramente belo. Outras vezes, é só assustador.

Entretanto, o miúdo cresceu, provou outras línguas, quentes e saborosas, frias e afiadas. O medo da Inês deu lugar à paixão pela Vânia, ao amor pela Margarida e à inevitável desilusão de todos nós. Por vezes, desejo voltar àquele sonho, em que para escapar me bastava acordar. Assim, tipo: fico cá enquanto gostar, sem promessas nem desilusões. Quando a coisa estiver prestes a descambar, acordo. E pronto, assunto resolvido. Infelizmente, tal não é possível: nem regressar ao passado, nem escapar do presente, pelo menos, com a mesma facilidade com que se acorda de um sonho. E acreditem que eu já tentei. Ainda há bem pouco tempo, enquanto uma bela Manuela, que uma noite vazia e uma garrafa de Whisky cheia fizeram o favor de me apresentar, me recitava a sua extensa lista de desilusões, eu ia-me beliscando, tentando escapar daquele pesadelo. É claro que não acordei de coisa nenhuma e, no fim, para além de duas orelhas a arder, fiquei com a camisola da selecção croata tatuada no corpo. Uma cena verdadeiramente triste. Adiante. Não percebo esta sede de promessas que as pessoas têm. É como se só prometendo antecipadamente seja possível estar no local certo, na hora exacta, sempre que é preciso. Prometeste, agora, não podes falhar. É uma ilusão, e as pessoas precisam de ilusões. Nada a fazer. Eu prefiro estar lá. E que estejam cá. Sei que nem sempre isso é possível. Por isso, não quero promessas. Chega de palavras.

E tudo isto por causa da língua da Inês. Cada vez gosto mais da Inês. Não dizia nada e, quando dávamos por ela, já tínhamos sido engolidos. Um dia caso-me com uma mulher assim. Prometo.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

De la musique - Mr. Cooper

Hey, Mister, what time is it?


Tema: Six
Intérprete: Mr. Cooper
Álbum: Amongst Strangers (2005)

Roda-dos-ventos



Tu que eternamente esperas,
junto ao despertar das auroras,
por novas de além-mar;
sempre esses olhos na lonjura,
sempre essas mãos em desalinho.




Ó vórtice de ventos e de rosas,
o sol nasce a oriente!
Não esse que, em suprema verticalidade e
perfeito equilíbrio, doura o imaginário,
mas este, cansado, feito de sono e farrapos,
cinzas do teu destino.



Ó voz de tempo avariado,
sinuoso pasto do pensamento,
porque me chamas de além-mar?
Sempre estas mãos em desalinho.

segunda-feira, 19 de março de 2012

De la musique - Quantic

E a excelente voz de Alice Russell para começar bem uma semana...


... com pouco tempo disponível.

Temas: Sound of Everything, Time Is the Enemy
Intérprete: Quantic
Álbuns: Mishaps Happening (2004), The 5th Exotic (2001)